quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A língua portugesa é nossa amiga

A modinha dos blogs me irrita e me dá vontade de excluir este aqui. Mas às vezes eu penso o contrário, penso que eu devo escrever, mesmo sabendo que dificilmente alguém vá ler. O caso é que quase todos os dias, quando casualmente eu vou ler alguma coisa na internet, ou em um jornal, ou em uma revista, encontro um erro grotesco, um chute nos rins da nossa amiga língua portuguesa do Brasil.

Hoje eu estava lendo uma notícia no terra a respeito de uma pesquisa, quando estava lá um "haver" no lugar de a ver. Nem os livros escapam ultimamente. Nem aquelas revistas sérias que custam mais de dez reais.

A notícia do terra eu desisti de ler. Para mim, um erro medonho como aquele faz a informação perder a credibilidade. E por falar em credibilidade, já não dá mais para aturar essa nova mania de pegar uma palavra qualquer e acrescentar "bilidade". Muito menos essa história de "amigo pessoal". Basta. E permanecerei lamentando.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O início

Hesito há meses diante da questão ter ou não um blog. Tenho muito a lamentar e nenhuma pretensão de ser lida ou coisa assim. Mas ficava naquelas. Até que anteontem, enquanto jantava, comecei a divagar.

No filme Lagoa Azul tem aqueles aborígenes que fazem rituais em certos períodos de lua cheia, e as pessoas da cabana sempre tinham que se esconder, apagar as velas e fazer silêncio, porque se os aborígenes descobrissem que tinha gente ali, eles poderiam ser devorados.

Anteontem teve jogo, Internacional x São Paulo. E em dia de jogo aqui em Porto Alegre, a situação fica muito parecida com a do Lagoa Azul, a gente tem medo de pôr o nariz lá fora, mesmo que seja para buscar pão no mercadinho da esquina. Só que os jogos são bem mais freqüentes do que os rituais aborígenes. E aí?
Aí eu começo a escrever estes posts pavorosos.