domingo, 17 de maio de 2009

Afinal o que está acontecendo?

Não consigo parar de pensar: por que eu, meus colegas de faculdade e a grande maioria das pessoas que eu conheço não conseguem ter uma vida profissional satisfatória? Por que tem tanta gente formada fazendo (ou tentando fazer, como eu) uma outra graduação? Por que depois de formados nós ficamos sem saber o que fazer quando ninguém quer nos dar emprego? Escrevo sobre isso porque é gente demais nesta situação que parece não ter saída. Será culpa do Ministério da Educação que aprova universidades a torto e a direito, gerando montes e mais montes de recém formados a cada semestre? Será culpa dos professores da universidade que são pagos para nos dizer que tudo é possível, que o mercado é lindo? Será que a culpa é nossa mesmo? Será uma consequência do excesso de gente que a falta de um controle de natalidade propicia?
Muito se diz que a nossa geração, essa que nasceu nos anos 80 é molóide, é passiva e incapaz de tomar decisões tampouco atitudes. Eu concordo. Mas se estamos todos (quase todos) no mesmo barco, o que vai acontecer? a gente não deveria fazer alguma coisas, uma rebelião, sei lá?
Eu fico triste em saber que a gente perde anos e mais anos fazendo graduações sem saber se vai ter algum retorno, se vai ter as coisas que gostaria de ter - frutos do trabalho. Não é legal fazer uma faculdade para depois acabar vendendo incríveis perfumes a 46 reais nem trabalhando numa loja qualquer. Não desmereço quem vende os perfumes ou trabalha na loja, mas perder anos de faculdade pra acabar nisso não está certo. Então, o que está acontecendo?

5 comentários:

rnc disse...

Sim, são todas as opções acima. Mas uma dica é escolher na hora do vestibular carreiras que um país em desenvolvimento precisa e ninguem quer cursar (pois acha que não tem "O DOM"): engenharia, medicina, agronomia, ciência da computação, etc.

Thiagones disse...

Caramba, Cintia! Nem te conheço, mas como tô passando pelo mesmíssimo drama, tive que comentar.

Acho que deve ser o excesso de possibilidades e alternativas que temos hoje, que parecem deixar a gente frustrado com qualquer escolha que façamos. Escolher algo, é renunciar ao resto, e aí é "oi, frustração". Nego também inventou o mito de que o trabalho pode ser divertido, a gente acreditou nessa balela, e quando vemos como é chato, ficamos achando que tem algo errado é com a gente.

Pra completar, eu que formei em publicidade, acho que rola mais frustração pra quem é desse tipo de área, porque seu trabalho, que é sua "criação" se mistura com você, seu ego e fodeu. Ah sim, e os cursos pra essas áreas não ensinam porra nenhuma!

Enfim, tô tentando renegar ainda, mas internamente já comecei a dizer internamente "vinde a mim concurso público."
thiagones

Thiagones disse...

hahaha putz, só pra complementar, eu tinha lido o nome do blog "cintia lamenta" e tava achando que era lamenta de "lama" e não de "lamentar" haha acho que é o estado de espírito (meu e do post hahaha).

Cintia Loureiro disse...

É, eu estou com planos de entrar nessa de concursos e tentar recomeçar em uma universidade federal. Garantias não se tem, o que se pode fazer é estudar e tentar conseguir as coisas..

Anônimo disse...

Olá.
Acabei chegando aqui pelo twitter.
Esse foi e é assunto de varias conversas entre eu e meus amigos.
Realmente é algo sobre o qual devemos refletir.
Eu mesmo sou um exemplo vivo disso.
No fim do ano passado eu tranquei minha faculdade (Eng. da Comptação) com esse mesmo pensamento.
As coisa lá (Não só lá, tenho amigos de varias outras isntituições) estavam nesse pé.

Bom, acho que deveriamos tomar uma ação em cima disso.